quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Boa noite Mel


Um dia se começa e a vida vai seguindo. Pra começar, não foi uma daquelas noites na qual desfrutamos de uma boa noite de sono, parecendo estar no céu, galopando entre as nuvens. Pensando melhor a noite rolou solta. Rolando pra lá, rolando pra cá...Em fim, acordei com um belo e indubitável latido de cachorro. Na sequência são duas vezes que me distraio em uma noite que poderia se considerar agradável.
Na hora em que me levanto percebo que existe alguém ou algo com um problema muito maior que minha noite mal dormida. O nome dela é Mel(beagle). Faz exactos uns dois anos e alguns meses que ela chegara na minha família. De tanto entretida que já estava na minha vida, como poderia não me preocupar com ela? Na noite anterior, Mel já estava com problemas, parecia algo tipo febre ou um stress pra cachorro. Não sabia certamente o que estava acontecendo.Com tudo a doutora diagnosticou alguma coisa como "gravidez psicológica". O que levaria tal caso a deixar uma cadela de dois anos tão desnorteada e confusa ao ponto de latir a madrugada inteira e fazer da noite de muitos uma desgostosa preocupação?
Com tudo o que houvera, levantei-me pela madrugada, quando coloquei os pés no chão, percebi o quanto estava gelado. Assim sendo, observei Mel, linda Mel, com seus olhos castanhos, seu corpo empinado (parecendo um pinguinzinho), mas vejo algo diferente, uma ansiedade e um severo nervosismo toma conta do seu ser , deixando-a completamente confusa. Tentativas e mais tentativas frustradas pela madrugada. Minha mãe coitada, tenta e nada. Muito menos meu padrastro(João). Seria um trabalho e tanto para quem fizesse Mel parar de chorar.
Penso como seria se estivesse em seu lugar. Será que eu podia fazer de tal experiência uma corajosa aventura por caminhos jamais traçados? É fácil falar. Nós humanos, falamos tanto, reclamamos, somos mesquinhos até com cachorros que precisam de nossa ajuda. Queremos sempre o melhor e pensamos no nosso bel-prazer.
No fundo, somos como Mel, com o objetivo de chamar atenção daqueles que nos rodeiam. Sempre há alguém que precisa de algo mais, só basta estarmos disponíveis para ajudar. Temos o suficiente, porém devemos levantar no meio da noite, por que muitos já perderam o sono.

5 comentários:

  1. Já tive duas dálmatas, era muito divertido com a Cherry, mas com a Pantera era meio complicado.
    Lembro como se fosse hoje o dia em que entraram no quintal e roubaram ela (até ouvi os latidos de socorro, mas ignorei), foram momentos de desespero não a achamos e não dormi muito bem, mas no dia seguinte ouvi o latido dela ao sair de casa... Vinha de perto, e no terreno em que ficava o prédio e a padaria, tinha um espaço muito grande de mato alto e se atravessasse-o chegavamos na casa da senhoria.
    Me meti naquele mato atrás do latido, sujando uniforme e a mim mesmo. Atravessei todo o mato, não me importava mais com os grandes camaleões que na época me amedrontavam, e quando cheguei na casa da senhoria, lá estava a Pantera presa no canil da casa dela. Ela disse que a vizinha havia reclamado e ela decidiu pegar para cuidar, não teve desculpas. Peguei minha cachorra e voltei pra casa, pela rua claro, o desespero deu lugar ao medo de camaleão. Desde esse dia nunca mais ignorei os latidos da Pantera.
    Kaju

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  2. Foi mal o abuso, mas aproveitei o tema pra escrever usauahusuhaahuuhasuha
    Não escrevo bem, mas eu gosto de escrever =D
    PS: muito bom o Blog cara, coloquei até como página inicial, para sempre ver a atualização! =D
    Parabéns

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  3. Muito legal...o mais legal foi como você escreve uma situação teoricamente "normal"pra maioria...de uma forma ,tão diferente!!

    beijooos!

    Thali-

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  4. Nossa,apesar de você ter postado isto a algum tempo,me fez pensar em como nós realmente deixamos passar situações que ao nossos olhos podem parecer indiferentes,mas na verdade nos mostram um outro lado da vida,ou seja,acaba nos ensinando algo!Espero mais reflexões suas,você escreve com a alma,transparece muita clareza!Um abraço!

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